CURIOSIDADES
HISTÓRIA DO BISCOITO
Apesar do termo biscoito ter origem dúbia, alguns estudiosos dizem vir do latim biscoctus e outros do francês bis-coctus, que significam, em ambos os casos, duas vezes cozido, este produto tem origem provável no oriente médio, tendo sido criado possivelmente pelo povo judeu.
A história do biscoito se confunde com a história das navegações. Biscoitos, feitos basicamente com farinha, água e sal, faziam parte da alimentação dos antigos marinheiros, principalmente quando os produtos perecíveis extinguiam-se na embarcação. A confecção destes biscoitos, chamados de bolachas, era a forma de garantir uma maior durabilidade às farinhas de trigo e facilitar seu consumo.
Os primeiros biscoitos da era moderna eram todos doces que, com o passar do tempo, tiveram ervas, frutas e condimentos agregados às suas receitas. Em seguida surgiram os biscoitos salgados fermentados, subproduto da panificação que, pelas características palatais a eles inerentes e grande shelf life, hoje são os produtos principais de muitas indústrias.
De consumo crescente no Brasil e apreciado em todo o mundo, hoje temos mais de 300 tipos diferentes de biscoitos, muitos já não são duas vezes cozidos, mas todos são fiéis a tradição de serem sempre produtos de degustação prazerosa.
Fonte: Granotec do Brasil
HISTÓRIA DO MACARRÃO
Sabe-se que o macarrão começou a ser preparado logo que o homem descobriu que podia moer alguns cereais, misturar com água e obter uma pasta cozida ou assada.
É difícil dizer onde e quando isso aconteceu. Muitos foram os momentos que o macarrão esteve presente na alimentação humana e até os historiadores têm opiniões distintas entre si.
A história do macarrão se confunde com alguns fatos históricos que nos mostram a tragetória deste apreciado produto ao longo dos séculos.
Textos de civilizações antigas, relatam que os assírios e babilônios, por volta de 2.500 A.C., já conheciam um produto cozido à base de cereais e água.
A primeira referência, e mais próxima ao Ocidente, do macarrão cozido está no Talmud de Jerusalém. O livro que traz as leis judaicas do Século V A.C.
Em Roma, no Século VII A.C., comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes. Com legumes e carne era chamada de puls púnica. Com queijo fresco e mel, puls Julia. O macarrão teria chegado em Veneza em 1295 pelas mãos de Marco Polo, que acabara de chegar da China, onde passou 17 anos e teria conhecido o macarrão. Na sua bagagem, entre outras novidades, veio a receita de um prato feito com uma farinha extraída de arbusto de sagu que, depois de cozida, era cortada e seca.
Entretanto na Itália, em 1279, portanto antes do retorno de Marco Polo, foi registrada, entre outras coisas, no inventário que um tal de Ponzio Bastione deixava a família, uma "cesta de massas".
A palavra utilizada no inventário era macaronis, que seria derivada do verbo maccari, de um antigo dialeto da Secília, que significa achatar que, por sua vez, vem do grego makar, que quer dizer sagrado.
O termo macarrão foi usado na Idade Média para indicar vários tipos de massas.
A versão mais aceita pelos historiadores
Esta versão faz referência aos árabes, que seriam os pais do macarrão, levando-o à Sicilia no Século IX, quando conquistaram a maior ilha italiana.
Os árabes chamavam o macarrão de itrjia. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto.
Nesta época, a Sicilia tornou-se o centro mais importante do comércio e exportação de macarrão.
Os navegadores genoveses transportavam o produto para importantes portos do Mediterrâneo, como Nápoles, Roma, Piombino, Viareggio.
Os grandes divulgadores do macarrão
Apesar das confusões, uma coisa é certa: a partir do Século XIII, os italianos foram os maiores difusores e consumidores do macarrão por todo o mundo. Tanto é, que inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos. Nesta época os italianos incorporaram ao macarrão um ingrediente nobre: a farinha de grano duro, que permite o cozimento correto.
Fonte: ABIMA
MARIA DA BOLACHA
A gostosura dos biscoitos
Da bolacha da Maria
Era o prazer do garoto
Daquele que bem comia.
Via-se uma linda garota
Que ostentava uma bolacha
E a rapaziada absorta
Admirando sua graça.
Oh! Maria do Pilar
Deveria ser seu nome
Apesar de não falar
Era a paixão de qualquer homem.
Parecia namoradeira
De baleza estonteante
Com sua bolacha escudeira
E uma saia provocante
Tinha prazer em se mostrar
Parecendo uma pastora
Era mesmo uma promotora
Dos biscoitos da Pilar.
Recife, 22/05/2003
-Mauro Rocha-
Uma Homenagem ao NAPHE.
DIA MUNDIAL DO MACARRÃO - 25 de Outubro
O dia mundial do macarrão e comemorado, desde 1998, em diversos países conforme suas culturas e tradições locais. No Brasil, a Abima (Associação Brasileira das Industrias de Massas Alimentícias) realiza o evento Macarrão Gourmet Fashion para comemorar a data. Nesse dia, os mais expressivos chefs de cozinha do pais reúnem-se para preparar um jantar a base de macarrão, da entrada a sobremesa, enaltecendo as qualidades do produto.
PERFIL DO MERCADO DE MASSAS
A abertura de mercado, no início dos anos de 1990, transformou os riscos em oportunidades. O setor de macarrão rapidamente se mobilizou e se motivou a investir na ampliação e modernização de seu parque industrial e na capacitação técnica dos profissionais do setor. Como resultado, atualmente o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de macarrão, com um volume total de 1 milhão de toneladas anuais e um faturamento de mais de R$ 2 bilhões.
SELO DE GARANTIA ABIMA
ABIMA - Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias.
Com o processo de abertura econômica deflagrada no início dos anos 90, o mercado nacional de bens de consumo passou a experimentar novos desafios. A liberação do controle de preços e da liberdade de negociação sem a interferência do governo, em especial na cadeia agroindustrial do trigo, impulsionou as empresas para a reestruturação e modernização.
Assim, sem a presença mediadora do Estado, as empresas passaram a vivenciar um ambiente competitivo. A globalização da economia, aliada a fatos acumulados ao longo da década de 90, tais como, redução de barreiras alfandegárias e alavancagem de importações, modificou o panorama mercadológico, consolidando uma tendência a especialização, numa espécie de processo seletivo, garantindo espaço para as marcas com qualidade acima de qualquer suspeita, em detrimento das demais.
O consumidor, com acesso aos produtos do mundo todo, que ampliaram enormemente as alternativas, mudou radicalmente seu comportamento, tornando-se altamente consciente e exigente, disposto a comprar o que realmente atende à suas expectativas e desejos, em termos de produto, qualidade, preço e serviço.
Desta forma, o Selo Garantia ABIMA é a maneira mais fácil e eficiente de reconhecer as marcas de macarrão, que respeitam os direitos do consumidor. As marcas que têm este Selo obedecem aos mais rígidos padrões de composição e fabricação exigidos pela legislação, garantindo ao consumidor qualidade e segurança acima de tudo.
As empresas participantes sofrem auditorias periódicas em Boas Práticas de Fabricação (BPF) em suas unidades fabris e o monitoramento dos produtos no mercado, que ocorrem de modo cíclico.
O controle da unidade fabril através da verificação de implementação de ações de Boas Práticas de Fabricação, visa a melhoria dos processos produtivos e a garantia de conformidade do produto final.
O monitoramento do produto é realizado através de coleta aleatória no mercado - varejo e institucional, distribuídos em todo o território nacional, para a verificação de conformidade do mesmo, de acordo com as especificações da legislação. As análises de verificação são feitas em laboratórios credenciados no Programa, situados em São Paulo - SP.
PROGRAMAS DA QUALIDADE
As siglas que garantem a Qualidade dos produtos Pilar :
BPF - Boas Práticas de Fabricação, do inglês Good Manufacturing Practices (GMP).
O BPF é composto por um conjunto de normas referentes ao processo e procedimentos corretos que devem ser seguidos na preparação e industrialização de alimentos.
Tais normas têm como objetivo evitar a contaminação do produto final, e envolvem pontos de aspecto sanitário, como a prevenção de pragas (insetos, roedores), manutenção de higiene das instalações industriais e também cuidados especiais no recebimento, estocagem e manuseio de matérias-primas e alimentos. As normas de BPF são adotadas por todos os colaboradores da Pilar.
PPHO - Procedimentos Padrões de Higiene Operacional, do inglês SSOPs (Sanitation Stardard Operating Procedeures). O PPHO contempla os procedimentos sanitários em rotinas diárias, para prever, em todas as operações, a possibilidade de contaminação ou adulteração dos alimentos. São, na realidade, os procedimentos que formalizam a aplicação de requisitos do programa de BPF, com muitas características semelhantes ao APPCC. O PPHO inclui o desenvolvimento de um plano escrito de normas que devem ser monitorizadas, prevendo ações corretivas em casos de desvios dos limites estabelecidos pelo programa.
APPCC - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, adaptado do inglês HACCP (Hazard Analysis of Critical Control Points). O projeto, adotado internacionalmente, foi desenvolvido para garantir a produção de alimentos de maneira segura ao consumidor. O sistema identifica os perigos potenciais à segurança do alimento, conferindo desde a obtenção das matérias-primas até o consumo final. O programa estabelece, em determinadas etapas, medidas de controle e monitorização que possam garantir a obtenção de um alimento seguro e de qualidade.
O APPCC é recomendado por organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização das Nações Unidas para Alimentaçõo e Agricultura (FAO), Organização Mundial de Saúde (OMS) e é exigência para as indústrias de alimentos da Comunidade Européia e Estados Unidos. Os pré-requisitos para o APPCC são a adoção das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e os Procedimentos Padrões de Higiene Operacional (PPHO).
OS TIPOS DE MASSAS E SUAS ORIGENS
Em meados do século XIX, os primeiros imigrantes italianos que desembarcaram no Brasil, trouxeram na bagagem, um prato que mais tarde se espalharia por todo o país: o macarrão.
Saboroso e versátil, sofreu influências em cada região, se adaptou com ingredientes locais e criaram-se maneiras diferentes de consumí-lo.
Mas Marco Pólo, mercador veneziano, que segundo historiadores, foi o principal responsável pela difusão do uso do macarrão, sabia o significado de espaguete,parafuso,ave-maria, gravatinha, caracolinho, entre outros?
Logicamente que não, pois Marco Pólo, teria trazido junto com outras novidades em seu retorno da China, a receita de um prato feito com farinha extraída de arbusto de sagu,que após cozida, era cortada e seca.
O Espaguete é o formato de massa mais difundido no mundo. A palavra vem do italiano spago que significa barbante. Era comum no século XVIII encontrar nobres ingleses na Sicília ou Nápoles saboreando um bello piatto de espaguete em barracas instaladas no meio da rua.
O nosso conhecido Talharim ou fettuccine, é originário da Emilia Romagna, e tem como característica a largura. Combina muito bem com peixes, legumes ou creme de leite. O bavette, muito parecido com o talharim, diferindo por sua superfície oval, tem origem genovesa, embora possa ser denominado de trenette na Ligúria ou linguine na Itália central.
Um dos mais antigos formatos de massa é a lasagne, a nossa lasanha. Sua origem é da região de Basilicata. No início da era cristã, o cozinheiro Apício, mencionava em seu livro de receitas, algo similar à lasanha verde. O termo Lasagnette, é a lasanha estreita.
O cabelo de anjo, capelli dángelo, ou capellini, tem sua origem segundo a lenda que diz, que em um vilarejo próximo à floresta, havia um casal de lenhadores pobres e famintos. De tanto suplicarem ajuda divina, os cabelos dos anjinhos se transformaram em alimento e salvaram a família da fome. Desde 1500 tal formato já era conhecido. Agora, que conhece o stricchetti? É a denominação da gravatinha ou farfalle, massa típica de Bologna e como é conhecida no dialeto local. O parafuso ou fusilli, o formato de massa curta mais consumido no Brasil, tem sua origem na região da Úmbria e é a mais consumida no norte da Itália.
Fonte: GIMA
